E ao longe ainda oiço as vozes do meu pesadelo nocturno.
- "Mais, mais, não pares senão eu fodo o parlamento"
Era a voz de Odete Santos comunicando incessantemente com Paulo, o Portas numa sessão de coito fecal.
Portas de olhos fechados imaginava que estava com Durão, o Barroso, que era o amor da sua vida mas por vezes em política é preciso fazer coisas que não gostamos e Portas estava agora num momento (quase) heterossexual com Odete.
Não sei quem terá ficado com maior trauma, se eu por ter um sonho tão mau ou se Portas por ter de trair a sua orientação sexual.
Por entre gemidos ouvia a voz de Portas suspirando:
- "É por Portugal! Alguém tem de defender Portugal mesmo que tenha de ser eu a disparar os canhões!"
Ao longe numa janela distante Rodrigues, o Ferro, tinha uma câmara apontada para o quarto e conspirava já distribuir a cassete do sucedido na assembleia juntamente com um saca para vómito, e tudo pela módica quantia de 50 Euros.
Sim, porque a política paga-se caro.
No quarto ao lado estava Manuela Ferreira, a Leite, fodendo um português:
- "Ou me fodes a mim ou fode-te eu com milhares de impostos".
O português encolhe os ombros. Mais imposto menos imposto que diferença faz não é?
- "Vou mas é para o meu emprego trabalhar para te sustentar os vicios minha querida!"
E assim o português saiu abandonado Manuela em cima da cama cama com meia dúzia de acáros coxos que não tinham conseguido fugir e com um desejo ardente de foder (alguém).
Alguém tinha chamado os reporteres da TVI, ao longe já se ouviam as carrinhas carregadas de reportéres que mais parecem equipas SWAT preparadas para lidar com todas as situações de ameaça terrorista. É a sede de nóticias que os leva a invadir a privacidade das pessoas, mesmo que para isso tenham de percorrer o páis usando sirenes da polícia para que o vulgar traseunte automóvel se desvie para os deixar passar. Ai Ai, se as ambulâncias em Portugal trabalhassem assim!
Rapidamente chegaram ao local, arrombando portas e janelas de câmaras e microfones em riste em busca do escândalo eminente.
(In)felizmente não sei o que aconteceu, fui acordado pelo despertador do telemóvel.
Obrigado Universidade por me fazeres ter aulas de manhã! Salvaste-me!
P.S. - Todos os nomes envolvidos na história são fictícios e qualquer semelhança com pessoas públicas e/ou reais da nossa sociedade portuguesa é mera e pura coincidência.