setembro 02, 2003

Por Entre A Chuva e os Corpos...

Os dois saiem da chuva já ensopados. As suas respirações estão já algo ofegantes da correria que serviu para tentar escapar à molha, algo que não conseguiram. Já em casa, despem os casacos ensopados e olham-se no olhos lembrando acontecimentos passados. Ele acaricia-lhe a face e aproxima-se pouco a pouco dos seus lábios. Ao toque ela assusta-se e afasta os seus lábios dos dele. Depois, tomando consciência que gostou, volta a aproximar os seus lábios dos dele, beijando-o, dando-lhe leves dentadinhas que lhe provocam sensações de prazer. De olhos fechados e pensamentos a mil, dirigem-se desajeitadamente para o quarto por entre mãos vagabundas e olhares insinuantes. Ela beija-lhe o pescoço. Despe-lhe a blusa tentando hipnotizá-lo com os seus olhos para que ele não tentasse resistir. Essa ideia nem lhe passou pela cabeça. Ela acaricia-lhe o peito enquanto permite que ele lhe vá desabotoando a camisa botão a botão, deixando o seu corpo nú, deixo-a a ela a nú. Ela beija-lhe o peito. Ergue-se. E olha para ele. Sente-se frágil e vulnerável. Ele aproxima-se e envolve-a com os seus braços secando o corpo dela com o seu, sugando com a sua língua as lágrimas de chuva que teimam em não secar. Depois puxa-a para a cama. Ela deita-se sobre ele suavemente e com doçura. E pouco a pouco os dois corpos tornam-se um só...

Deixo-vos uma sugestão musical do género gothic metal, na onda de (old) Theatre Of Tragedy. A banda chama-se Run With Wolves e podem fazer o download de algumas musicas para ouvirem, aqui.

Publicado por HeartLess em setembro 2, 2003 10:15 PM
Comentários

Ainda não tinha acontecido a troca de olhares...no entanto, para ambos, a noite era o momento ideal...a lua, a escuridão e a solidão de que esta se faz acompanhar...tudo isso pertencia aos dois...
Nessa noite, eles conseguiram ver que, afinal, nos seus olhares, havia um brilho desconhecido.. e uma cor que teimava em permanecer instável.
Esta era uma noite em que imperava o vento e o seu suave assobio...o seu sopro aninhou-se no corpo de ambos...provocando um suave arrepio nas suas peles...
Estas pareciam suplicar pelo toque húmido e lânguido do desejo...
Ele tímido, mas nunca hesitante...ela tímida, hesitante, à espera da quase certa rejeição.. Tinha medo.
O vento embriagante fe-la libertar-se desse momento angustiante e encaminhou-a na direcção correcta.
Ele sussurrou-lhe um beijo...ela levou, delicadamente, demoradamente, os seus hesitantes lábios aos dele...num gesto demorado e enevoado...Toque sublime e doce...
Ela sentiu-se, de repente, agarrada pela cintura...os seus seios, já acariciados pelo vento, roçam suavemente no peito dele... ele beija-a na pálpebra e na face...nos lábios e na orelha...como se se tratasse de uma lenta e demorada conquista de um corpo desejado...
Um jardim sombrio...um único candeeiro liberta um incerto tom amarelo-luz-de-vela...
Mais à frente um banco corrido, duro e frio.
Cedo os seus corpos cederam ao contacto mais intimo que desejavam e que se fazia adiar...
Dois corpos inquietos transbordantes de desejo inflamado...
Sentaram-se...ela por cima....olhos que se fundem uns nos outros...as suas coxas envolvendo as ancas dele...
O desejo imponente fez com que as mãos de ambos percorressem os seus corpos num movimento infinito...
Beijos muito intensos...
A respiração ofegante...
Ela acariciou-o todo...num só gesto...profundo, firme mas sempre carinhoso...
Olhos semicerrados de prazer...gemidos impossíveis de serem controlados...
O êxtase de uma paixão que um dia me pediu para que fosse anunciada...

Afixado por: Uma Petala Perdida em setembro 3, 2003 01:28 AM

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